Companhia do Chapitô

O Método

"No meu trabalho não pretendo passar mensagens, quero sim que as pessoas riam, sou um entertainer, quero entreter (…) dar forma é sempre uma descoberta e no nosso dia-a-dia as coisas passam-se assim, fazemos descobertas constantes"

John Mowat

O Actor-compositor capaz não só de fazer, mas pensar o fazer, é o elemento que reforça a linguagem desenvolvida pela Companhia e um método em si mesmo.
O actor constrói o espectáculo ao lado do trabalho realizado pela encenação, a partir do processo de improvisação - eixo pragmático de construção do espectáculo e das personagens.
O jogo permeia todo o processo de criação e mantém-se durante toda a carreira do espectáculo, não se tratando apenas do jogo teatral (entre actores, com espaço/objectos e com o público), mas do jogo na própria criação, propício à improvisação, impedindo a repetição automática do actor.
A busca da cumplicidade com o público é uma constante no trabalho da Companhia, quer através da criação de momentos no decorrer dos espectáculos onde se estabelece o jogo directo com a plateia, quer através da utilização de uma linguagem teatral bastante gestualizada - o gesto conduz o olhar do público e mantém-no em permanente contacto com o trabalho do actor. Esta linguagem permite não só que grupos geralmente excluídos do acto teatral (como a comunidade surda) possam desfrutar dos espectáculos, como contribui para a internacionalização da companhia.